quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

As lágrimas suas

Hoje pela manhã quando passei a mão sobre o seu rosto estava molhado. E veio molhando as pontas dos meus dedos, o dorso, a palma da minha mão.

Você não disse porque chorava. Suas lágrimas reluziram contra a claridade. Lindas.

Você não quis dizer. Eu também fiquei em silêncio. Não caberiam palavras atrapalhando seu choro. Devia ser coisa séria, mas não eram por mim, nem por você e nem por nós.
Fiquei com as mãos molhadas, não quis secá-las na roupa, achei que suas lágrimas mereciam ir secando aos poucos, se evaporassem até que sua dor sumisse.

E eu, que quase não choro mais, fiquei guardando seu pranto entre as palmas das minhas mãos.

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