Gosto de palavras e por elas tenho um gosto bem estranho. Gosto muito, por exemplo da palavra pantaneiro, mas não gosto da palavra pântano. E sempre que ouço a palavra pantaneiro me lembro dos versos de Manuel de Barros "não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, ...", nosso poeta pantaneiro.
As palavras com "U" me são fúnebres; ubre; urubu; túmulo; útero.
E gosto de algumas que minha pouca imaginação permite criar. Com elas valseio juntando consoantes e vogais, que tentam me fazer compreender tudo de que minha alma se desacompanha de falar.
