sábado, 5 de agosto de 2023

Dos meus amores


Eu não sabia nada de você. Aos poucos pelo muito que me dava, fui descobrindo sobre você e sobre mim mesma. Não me fazia falta o desconhecimento a teu respeito. Outros, que julguei algum dia ter conhecido, já me haviam causado tantos reveses, que desta vez eu estava disposta a ter só o que me chegasse de forma espontânea e aos poucos fui percebendo que me sobravam coisas, no sentido de que quando menos pedia mais tinha. E foi assim, de forma desinteressada interessante, fui aprendendo a te gostar. Quando dei pelos fatos , estava te amando sem nunca ter me apaixonado por você.

Ainda não encontrei nada mais esperançoso que cheiro de café sendo passado na hora. Algo em você, de total desinteresse em esperanças me dava algum conforto feito aroma de café. Não porque eu desejasse alguma constância e latitude mas é que você estava muito mais acostumado a voar que eu. De maneira que era fácil desacreditar de você, porque não havia céu, não havia azulidades. Era um voo às cegas.

E agora, quando tudo já parece calma, sinto uma sutil e generosa brisa vinda desses ares noturnos de quase final de fevereiro, uma busca de nada, um encontro de tudo.

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