domingo, 8 de dezembro de 2013

Juntando as letras.


Letras que formam palavras,  viram frases, são parágrafos. Páginas que viram estórias. Estórias lidas e repetidas, misturadas às nossas, contam uma nova vida.

Cheiro de livraria, livro novo. Ler é curativo. Biblioteca tem remédio pra tudo: dor de cotovelo, pé quebrado, saudade, mal olhado, amor contrariado, unha encravada, sarampo, febre, coqueluche e vazio da alma.

Saboreie, sorva, marine, decante. Encante-se. Pular de estória em estória é como pular de amor em amor. Bom é viver um de cada vez. Ler demais também intoxica. Ministre doses homeopáticas. Suspire entre os capítulos, tome um café, saia para passear.

Alguém escreveu, que o homem que não tem música em si mesmo, nem se emociona com a trança doce dos sons, é propenso à intriga, à fraude, à traição.

Vinícius,  prefere dizer que não se deve nunca confiar em um sujeito que não seja um bom bebedor de whisky.

Arrisco pensar que podemos começar a confiar em alguém que goste de livros. É preciso, no entanto, estar alerta ao poder de sedução das palavras bem articuladas, da estética bem construída, do vazio do próprio e da reprodução do alheio.

Olhe as pessoas à partir das estórias que  trazem. Conheça o que leram e o que grifaram.

Encontre nos livros a beleza de continuar entendendo sua própria trajetória. Acredite: a estória  real, será sempre a sua. Pode inventar o gênero que quiser. Seja brevemente dramática, sutilmente romântica e longamente poética.

Vou terminando, diz pra Catarina que estou bem e qualquer dia apareço para tomar um whisky e ouvir música.



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