É dia de Natal, todo mundo fala em noite de Natal, sobre o dia todo mundo esquece de dizer. Acordei no meu horário habitual sem ressaca alcoólica ou emocional. Estou só mas não sozinha. Não sou crente de nada, apenas respeito profundamente os rituais e as almas mais generosas que a minha que acreditam em tudo. Penso nos meus que se foram, acendo uma vela. Penso neles em forma de oração pela ordem de desaparecimento: Sérgio, meu sempre amor. Meu avô paterno com quem dialogo todos os dias, seu bom senso e suas realizações estarão guardadas comigo. Minha avô materna, meio artista, meio deprimida, inteligente sem estudo, habilidades manuais invejáveis, histórias engraçadas. Tia Nina, precisaria de muitas palavras para dizer o que ela significou para todos nós. Minha mãe, como foi difícil sua vida, pela melancolia nunca expressada, pela opressão em que viveu sua vida sempre triste. Por último o Rubem, pai do meu filho, que nessa mesma data no ano passado estava entre nós. Revejo seus olhares, seus sorrisos, suas maneiras singulares que diferenciam um ser humano do outro, ouço suas vozes, que estarão sempre comigo enquanto ainda me for permitido lembrar e recordar.
🙏🙏🙏🙏Gratidão
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