gica, a lavar a própria casa, já que abdicamos de nossas tabas.
Bom voltando aos trópicos e ao tópico , achei que R$150,00 reais era bem razoável pelo serviço que a empresa da Janaína oferecia. Liguei então para agendar o meu dia
- Olha só, só vou ter uma data disponível para daqui uns quinze dias. Como assim!!!( Estava precisando para ontem...)
- Mas você não tem ideia de como está difícil conseguir gente para trabalhar!(Claro que tenho Janaína, esse é justamente o motivo da minha ligação).
- Você precisa reforçar o seu quadro e que bom que está dando certo, né.? - (quer dizer... mais ou menos...uma empresa que oferece facilidade e praticidade e não consegue entregar, talvez não esteja funcionando tão bem assim.... Já fico eu martelando com os meus botões...).
- Mas tenho tentando e muito conseguir novas colaboradoras... para você ter uma ideia peguei uma lista com a Pastoral da minha região, que tem uma legião de mulheres desempregadas ( e que a igreja tá sempre pedindo donativos para os empresários) te juro pelo Padre! Liguei para todas e você acredita que ninguém quer trabalhar?!!
-Sim, eu acredito.
- Mas olha só, posso ir até o seu apartamento fazer uma avaliação e te oferecer os serviço para daqui uns quinze dias.
- Como assim? Não estou precisando de uma avaliação, só de uma faxina...
- Mas olha só, preciso ir antes fazer uma "avaliação do grau de sujabilidade do local".
"Grau de sujabilidade", essa é boa! Assim tivemos uma longa conversa telefônica e nada foi resolvido.
Minha operadora de saúde mandou dois boletos no mês passado com a distância de dez dias cada um. Por desatenção da minha parte, paguei os dois. Ou seja, em duplicidade. Para resolver um erro da operadora e o meu descuido, passei nove minutos pendurada na linha esperando que um ser vivo e com cérebro me atendesse. Precisei ligar novamente para um outro numero para registrar minha reclamação, só com esse pré requisito, poderia fazer um reclamação na Ouvidoria. Percorri todos esses caminhos porque os mecanismos do site te enganam a toda hora. Criei senhas de chuchu a chulé. Tentei também xuxu, com X até esgotar todos os meus estoques de senhas. Uma hora podia usar só zero, na outra etapa tinha que suprimi-los, fiquei numa batalha inglória com a maquina, sem conseguir sequer fazer o login, perdi o pouca de paciência que Deus me deu, queimei meu saldo de neurônios e nada resolvi. Pelo ouvidoria me chega uma daquelas cartas padrões, que mandam para todo mundo que tem tempo para reclamar, somente com uns claros preenchidos, por um funcionário que está contratado com a pré disposição de não resolver nada, porque se resolver, vai ser mandado embora.
Precisava, ainda, resolver "in loco" um assunto no banco - pelo menos a gente ainda sabe onde as agências ficam, então dá pra ir pessoalmente. Fiz um depósito judicial com dez dias de antecedência da data aprazada para não dar problema. Era dia não útil, então cometi o desatino de o fazer no caixa eletrônico. O envelope ficou parado na compensação, ninguém me avisou, mesmo sendo obrigatório colocar seu nome, CPF e telefone no dito cujo do envelope. O ser humano que me atendeu estava tão desgostoso da vida que ao final declarou: se soubesse de algum outro emprego que o indicasse. Um homem, com meias lágrimas nos olhos me disse que não aguentava mais levantar todos os dias para fazer coisa errada: ter que vender produtos bons só para o Banco, seguro para quem não queria e o pior de tudo empréstimo para velhinhos aposentados...Tudo isso foi fruto de apenas um dia vivido. Felizmente chegava o fim de tarde e teria minha primeira sessão de osteopatia. Não vou cansar meus leitores, mas isso também tem sido uma saga entre médicos e previsões diagnósticas díspares. Caiu o maior toro, ainda bem que resolvi ir a pé, quem foi de carro estava preso no trânsito. Tinha acabado a energia como tem acontecido todas as vezes que cai água do céu. Ainda bem que me atenderia mãos humanas, pois se dependesse de máquinas seria mais um entrave no meu longo dia. Transcorria tudo muito bem, eu estava achando que iria morrer de tanto respirar. Uma tentativa de liberar todas o fluxo energético trafegando pela contramão de minhas artérias, tecidos, mucosas, linfas e paradigmas do meu corpo, diretamente, mas insuficientemente mal conectado à essa minha alma. Entendeu? A técnica consiste em respirar enquanto alguns pontos do seu corpo são pressionados ou torcidos ou contorcidos. Eu já relaxando de olhos fechados, a sala na penumbra ( não tinha energia...elétrica...lembra?). De repente ouço um splash, o terapeuta calçando uma luva cirúrgica, abri os olhos e numa fração de segundos imaginei um milhão de possibilidade menos a que ocorreu de fato. Ele pediu que eu abrisse a boca, achei que fosse só verificar a minha arcada dentária. A dor do metatarso esquerdo pode ter uma nítida correlação com a enzima não processada por aquela palavra que você não disse, entendeu? Abri, meio desconfiada a boca, ele pimba!...Botou o dedo calçado com a luva cirúrgica, começou a pressionar o meu palato, caí num riso incontrolável, ele tirou o dedo rápido como medo de uma mordida e com a minha boca livre pude cair melhor ainda numa gargalhada solta. Bem, acho que pelo menos o tratamento começou a funcionar.

