quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

E daí?

Raro o dia em que não  leio uma crítica,  uma ironia, um desdém em relação ao facebook. Narizes se viram e teclas escrevem..... Críticas essas vindas de um meio que se julga avantajado intectualmente, de onde emitem sólidas opiniões a serem seguidas por uma legião que não saiba, talvez, pensar com os próprios miolos.

Não que discorde diametralmente do que dizem. Do contrário,  estaria a contradizer o que vou colocar mais adiante.

Simplesmente acho que tudo na vida pode ser bom ou ruim. Do contrário não existiria a dialética que nos faz amar x odiar, viver x morrer, adoecer x sarar. Cair e levantar.

O mais irônico é que essas mesmas pessoas que criticam tão mordazmente a rede social não deixam de ser ególatras, exibidas e quiçá mentirosas, como acusam de ser os personagens inventados cibenerticamente.

A vida acaso fora da internet, seria um lugar seguro, onde todos dizem e VIVEM de verdade?

O andar por um rua com vitrines prontas para te seduzir, vendem o que está exposto?

Aquele carro maravilhoso do comercial, que aparece deslizando por ruas e estradas vazias, garante que você não vai viver preso no congestionamento?

Os restaurantes caros que frenquentamos ( cada vez mais às vezes) acaso vendem só comida?

As viagens que não paramos de desejar e alguns não param de fazer, acaso conduzem à felicidade, que muda de endereço todos os dias?

Se o meu depoimento puder interessar, gostaria de registrar que esse tão mal falado instrumento me proporcionou encontrar (e como mais felicidade ainda reencontrar) pessoas. E como na vida real, nos mantemos mais próximos daqueles que compactuam de nossas idéias,  interesses e opiniões.

O melhor seria inventar um outro instrumento que nos colocasse todos os dias diante de opiniões opostas às nossas, que tivéssemos que nos confrontrarmos com nossos deslizes, que tolerássemos de fato e sem preconceitos os nossos não pares. Aí sim, teriamos todas as manhãs a esperança de novos aprendizados.


Enquanto esse tempo não chega, resta-nos curtir ou deixar de curtir. Entender que na  vida nada pode ser inteiramente bom sem ser as vezes ruim. E assim, facebook pode ser tão bom ou não como é sexo, amor, comida, consumo e álcool. Tudo vai depender de como, quando, quanto, com quem e onde . Quem acha que ama demais um dia pode acordar odiando. Quem come demais pode acabar num SPA. E  por aí vai.

Aos amargurados críticos de plantão peço que falem de algo de que gostem de verdade, genuino,  que não tenha sido copiado ou inventado ainda. E que nos digam, por favor,  com a máxima urgência: onde é que existe  vida de verdade nesse mundo?


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