Entra uma moça arrastando uma mala. Com uma mão segura um microfone, com a outra acaricia os cachos sonolentos da filha, enroscada nas suas
pernas.
Do que pensei ser uma mala, surge a batida ritmada de um amplificador.
Uma voz doce e suave, com olhos de sonho, enchem o vagão do trem de "Quizás".
Antes de dormir, recordei-me dessa cena. Uma mulher em defesa de dois amores: a música comprando o pão que a filha comeria mais tarde. Quizás, Quizás, Quizás. Estación de République, Paris
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