Eu, meu Dry Martini, meu Dry Martini e eu. O primeiro, que levou vinte minutos para chegar foi inteiramente sorvido entre a mesa, os jornais, a cadeira, o chão, a manga da minha camisa, minha calça, a bolsa. A garçonete gentil e trôpega desajeitou-se provocando o banho.
Volúvel que é, se evaporaria sem deixar aromas entre os meus pensamentos e meu índigo blue.
O segundo chegou em cinco minutos tentando desculpar-se pelo derramamento do primeiro. Sorvi-o como se sorvem as experiências lentas no tempo, duradouras como as coisa que veem para ficar.
Passado da metade é chegada a hora de devorar lentamente a azeitona.
Música: Dry Martini
Nenhum comentário:
Postar um comentário