Um universo paralelo onde se disfarça o bem querer, onde tudo nos consome em ausências. Somos nômades em busca de sentimentos. Encontros de sensações vazias. Fome que não sacia. Desejos inatendidos. Procastinados sonhos. A sobrevivência a qualquer custo, a morte antecipada.
O mundo está instantâneo e insolúvel. Pronto para ser desconsumido. Fenda rasa onde é fácil não mais se reconhecer. Nado de náufragos. Precisamos de metáforas que nos salvem. Precisamos das coisas simples, não das simplificadas. De um encontro com o encanto. Imediatamente. Antes que nos tornem, à todos, commodities.
"Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu.
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso.
Até a glória de ficar silencioso.
Sem pensar." Cecília Meireles
Image - © “SoulBalance” by Hale Çokyürüyen
And Where You come From…”
F Scott Fitzgerald (1896-1940)

Nenhum comentário:
Postar um comentário