domingo, 14 de setembro de 2014

Commodities

Novos significados, novas palavras ressignificadas ou sem significado algum. Definições esvaziadas por novos conceitos. Um mundo se repetindo com algumas poucas falas recorrentes, sutilezas carregadas de verdades impessoais, vidas vividas pelo meio, marionetes sustentadas por distâncias.  Caminho curto feito pela metade.

Um  universo paralelo onde se disfarça o  bem querer,  onde tudo nos consome em ausências. Somos nômades em busca de sentimentos.  Encontros de sensações vazias. Fome que não sacia. Desejos inatendidos. Procastinados sonhos. A sobrevivência a qualquer custo, a morte antecipada.

O mundo está instantâneo e insolúvel.  Pronto para ser desconsumido. Fenda rasa onde é fácil não mais se reconhecer. Nado de náufragos. Precisamos de metáforas que nos salvem.  Precisamos das coisas simples, não das simplificadas. De um  encontro com o encanto. Imediatamente. Antes que nos tornem, à todos, commodities.


"Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,
Onde termina o céu.
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso.
Até a glória de ficar silencioso.
Sem pensar." Cecília Meireles




Image - © “SoulBalance” by Hale Çokyürüyen

“Don't forget Who You Are… 
And Where You come From…” 
F Scott Fitzgerald (1896-1940)





Nenhum comentário:

Postar um comentário